E
Homenagem ao Patrono da
Casa de Oxumare
OXUMARE
africa

Oxumarê é uma divindade originária da cultura do Daomé (hoje Benin), cuja etnia é jeje também chamada de MAHI.
Há séculos tal civilização foi dominada pelos yorubás e deste domínio político resultou a misturadas duas culturas:

jeje/yorubá.

Oxumarê é o resultado vivo desta união de culturas. Era conhecido pelo nome de DAN e um VODUM muito respeitado no Daomé. Os yorubás deram-no o nome de Oxumarê. Um Orixá também amado e respeitado.

É representado na forma serpente/arco-íris e suas funções não são fáceis de definir,
pois são múltiplas.

É o Senhor dos opostos/antônimos: bem e mal, dia e noite, positivo e negativo, etc...

DAN é o símbolo da continuidade e é representado pela serpente que morde a própria  cauda, formando um circuito fechado, um círculo.

Círculo é uma forma geométrica que não tem fim. 

É contínuo.

É o orixá da tese e da antítese.

Simboliza também a força vital, do movimento, a ação da eterna transformação. 

É encarregado de produzir e dirigir forças que produzem o movimento.

É senhor de tudo que é alongado: o cordão umbilical é um de seus domínios.

É ao mesmo tempo macho e fêmea. Esta natureza dupla é definida pelas cores azul e vermelho que permeiam o arco–íris.

O Ilê Oxumarê não concorda com a definição acima, referente a bisexualidade
do Orixá, cultuando na sua prática OXUMARÊ como Orixá masculino (Aboró) e Yewá como seu aspecto feminino (Iyaba).

Sustenta a terra e a impede de desintegrar-se.

É a riqueza e a fortuna.

Algumas pedras azuis – NANÃ ou AIGRY, denominam-se DAN MI. 

(EXCREMENTO DE DAN) e são deixadas por ele no chão.

Entre os yorubás, DAN recebe o nome de Oxumarê (o arco-íris).

Sua iyalorisá usa colares de búzios, enfiados de tal forma que se assemelha a
escamas de cobras.

Acredita-se que Oxumarê é o servidor de Xangô e que seu ofício consiste em
recolher a água da terra para leva-la ao palácio de Xangô, situado nas nuvens. Recolhe-a da terra durante a  chuva levando-a para nuvens novamente – continuidade.

Seu culto objetiva solicitar a Oxumarê que o mundo, a vida não parem...

No Brasil a cultura negra, foi continuamente assediada pela colonização branca,
impondo através da repressão física e cultural os hábitos portugueses.

Com relação a Oxumarê, não poderia ser menos drástico o combate o a seu culto.
Para o Cristianismo, não há animal mais peçonhento e maldito do que a cobra,
pois ela é o motivo da expulsão de Adão e Eva do paraíso.

Devido a esta relação de Oxumarê com a serpente, seu culto no Brasil foi
fortemente combatido e distorcido.

Há sacerdotes que relacionam o movimento circular de Oxumarê (quando preso à cauda) com o movimento de rotação da terra e seu  translado em torno do Sol: a dinâmica da vida e do Universo.

Arco-íris/bem/masculino – Cobra/mal/feminino

O arco-íris: fenômeno físico é o oposto da chuva que terminou,  constituindo-se no reflexo que as partículas do sol, agora brilhando  no céu, provocam nos cristais líquidos em evaporação.

A cobra: não só pelo movimento circular, mas também pela constante substituição de pele.

Osumare a gbe orun li apa ira
(Oxumarê permanece no céu que ele atravessa com o braço)
Oluwo li awa rese mesi eko ajaya
(chefe a quem adoramos)
Oxumarê previa tudo, adivinhava o que ia acontecer, a tal ponto que não era possível mais viver. Os deuses então decidiram   mantê-lo afastado dos homens, pois a clarividência total acaba transformando-se em maldição. A seu pedido, Oxumarê obteve a autorização de descer na terra de três em três anos.

 

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